quarta-feira, 31 de março de 2010

Seres humanos. Humanos?!?

Segunda feira a revista Veja dessa semana chegou aqui em casa. A capa era "Agora, Isabella pode descansar em paz". Dei uma olhada, mas só a noite peguei a revista pra ler na cama quando fui dormir.
Li a reportagem e comecei a ver o quadro "A sequência da tragédia". Na terceira figura da sequência senti uma tristeza tão grande que resolvi deixar pra ler o restante outro dia (coisa que nem fiz até hoje). Não queria dormir com aquela história na cabeça, mas não adiantou. Era tarde demais. Chorei, chorei, chorei... Não consegui tirar o terceiro quadro da cabeça. Não consegui deixar de pensar no que a Isabella deve ter pensando ou mesmo falado... "Pai, por que você está fazendo isso comigo?" ou "O que eu fiz de errado?"
Esse quadro explicava que o 'pai' havia atirado a menina no chão da sala, o que acabou fissurando sua bacia e quebrando o punho de uma de suas mãos. Não posso imaginar, então, o que deve ter passado pela sua cabeça e coração na sequência da tragédia...o pavor, a dor, especialmente quando se viu pendurada pelas mãos, prestes a ser jogada pelo próprio pai da janela...
Na época, quando tudo aconteceu, alguém conversava comigo (não lembro quem) e me vi muito à vontade em dizer que acreditava que o pai e a madrasta poderiam ter cometido o crime. Acreditava que o ser humano era capaz de qualquer coisa.
E continuo acreditando. Mas terá sido isso realmente humano?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ah, o amor

Há uns dias Paulo Coelho postou a seguinte frase no twitter: O amor é alegria, não se convença de que sofrimento faz parte
Retuitei na hora! Nossa, é isso mesmo, pensei!
Hoje, refletindo melhor, começo a considerar que talvez eu tenha me enganado e que o Paulo deva reformular sua frase. O amor "correspondido" é alegria, não se convença que sofrimento faz parte...
Porque... que alegria pode trazer um amor quando ele é uma via de mao única? Que alegria pode ele trazer quando você ama alguém que não te ama ou, pior ainda, ama outra pessoa?
Bem que uma vez meu pai me disse "amar sem ser amado é a mesma coisa que limpar o c. sem ter cagado"! (e depois o Paulo Coelho é que é o mago...rsrs)

Sabe quando voce ouve uma musica (e elas sempre falam de amor, ou de uma decepção amorosa, ou de alguém que foi traído, ou de uma amor que acabou, enfim elas falam de amor!) e quase sempre tem aquela frase que se encaixa perfeitamente em voce?! Em mim não! Não vou cantar que tenho saudade de alguém, nem que vou implorar um perdão, ou um beijo de novo, ou "quem sabe um dia volto a te procurar"...
Tanto fiz pra criar uma casca mais grossa, que me protegesse das desventuras do amor e que me deixasse mais forte..., que acabei conseguindo! Logo eu que sempre acreditei no amor, que nunca perdi a esperança... Logo eu que até poderia dizer "tudo que fiz foi por amor"...
Mas é tudo passageiro, eu sei, eu sei. não passa de uma fase de desilusão (anitya, anitya, anitya, repito pra mim mesma.)
Igualmente acredito que (essa também é do Paulo) "o amor e as represas são iguais: se você deixa uma brecha por onde um fio de água possa se meter, aos poucos ele vai arrebentando as paredes, chega um momento em que ninguém consegue mais controlar a força da correnteza"
E mais cedo ou mais tarde - tudo é questão de tempo - vou encontrar novamente em novas e velhas musicas, lindas frases de amor que se encaixem perfeitamente em mim. E vou escrever aqui sobre isso, e vou achar esse primeiro post um absurdo, e vou amar de novo, e eventualmente vou me decepcionar outra vez... pois tudo é uma questão de tempo. E o tempo traz mudanças...
Mas uma coisa é certa
"Amor é a coisa mais alegre
Amor é a coisa mais triste
Amor é a coisa que mais quero"...

(Valeu Adélia Prado.
Hummm, será que essa Adélia é parente do meu pai? Vou ver no google. É, quem sabe? Ela é mineira...
Olha, ela nasceu no mesmo dia que minha mãe, 13 de dezembro!!)...